Flávia Placideli
Criado pelo ortopedista, a abordagem inovadora avalia o paciente como um todo para tratar dores crônicas de forma personalizada e eficaz
Com mais de 20 anos de experiência na ortopedia, o médico Dr. Alexandre Parenti Ribeiro desenvolveu uma metodologia própria que está transformando a forma de tratar dores crônicas osteomusculares. Batizado de Método DOMER, a sigla deriva de “Doença Ósseo Muscular e Medicina Regenerativa” e propõe uma abordagem profundamente integrativa e individualizada do paciente.
Segundo o especialista, a prática médica convencional muitas vezes foca apenas nos sintomas físicos da dor, ignorando fatores que podem ser decisivos no diagnóstico e na eficácia do tratamento. Foi observando essas lacunas, ao longo de duas décadas de atendimentos e estudos constantes, que o Dr. Alexandre chegou à conclusão: “Para ter um bom resultado de tratamento, eu preciso ter um bom diagnóstico e isso vai além de exames clínicos tradicionais”.
No Método DOMER, o paciente é avaliado de forma ampla, levando em consideração não só o aspecto físico, mas também os fatores metabólicos, genéticos, emocionais e até espirituais. Para o médico, é essencial investigar o ser humano como um todo para identificar com precisão a origem da dor – especialmente em casos de dor crônica, que muitas vezes desafiam os tratamentos convencionais.
”O principal objetivo desse método é abordar dores crônicas osteomusculares, sejam elas de ordem estrutural, emocional, sequelas de acidentes, doenças degenerativas ou traumas pós-cirúrgicos”, explica.
Após esse diagnóstico abrangente, é desenvolvido um plano de tratamento individualizado e multidisciplinar, que pode envolver profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, conforme a necessidade de cada paciente. A atuação em equipe é um dos pilares da metodologia.
Além da colaboração entre especialistas, o DOMER também faz uso de tecnologias modernas como terapias físicas com laser, ondas de choque e intervenções guiadas por ultrassom, quando há necessidade de atuação direta na dor.
O método é indicado para todas as faixas etárias e ambos os sexos, embora a maior incidência de pacientes esteja entre 40 e 70 anos. O tratamento costuma durar em média três meses, podendo ser estendido para seis meses a um ano, conforme a evolução do caso.
Os resultados, segundo o Dr. Alexandre Ribeiro, têm sido muito positivos. “Tivemos retorno de grandes conquistas em relação ao método. O impacto na qualidade de vida dos pacientes é significativo”, relata.
Medicina do futuro: integrativa e humanizada
O diferencial do Método DOMER está não apenas na tecnologia utilizada ou na multidisciplinaridade, mas na abordagem humanizada e individual proposta pelo médico. Para ele, a medicina do futuro é aquela que integra os saberes e os profissionais, e não centraliza o tratamento apenas na figura do médico.
“Acredito que a cura – ou o mais próximo dela – vem da união das características individuais de cada profissional de saúde, atuando juntos em prol do ser humano. O médico precisa entender que não é o único responsável pelo sucesso de um tratamento”, conclui.
