VÍRUS RESPIRATÓRIOS: Infectologista alerta para prevenção e cuidados

Por Flávia Placideli

Devido às mudanças climáticas, Influenza A e Covid-19 estão entre os mais comuns neste período; vacinas seguem sendo a principal forma de prevenção

Lençóis Paulista passa por um momento de aumento na circulação de vírus respiratórios, especialmente os vírus Influenza A e Covid-19, conforme explica a infectologista Dra. Geovana Momo. Segundo ela, o período de transição climática favorece o surgimento e a disseminação dessas infecções.

“O vírus da influenza A apresenta mutações com frequência. Por isso, todos os anos é necessária a fabricação de uma nova vacina, ajustada às cepas que estão em circulação”, destaca a especialista.

As vacinas contra a gripe são anuais e continuam sendo uma das principais medidas de prevenção. A médica ressalta que não há diferença na sintomatologia entre a Influenza A e a Influenza B – o tratamento e as orientações são os mesmos.

De acordo com a Dra. Geovana, o resfriado comum costuma apresentar sintomas mais leves, como coriza e desconforto na garganta. Já a gripe provoca sintomas mais intensos: febre, dor no corpo, dor no fundo dos olhos e mal-estar generalizado, que melhoram de forma gradual ao longo dos dias.

A orientação é que recém-nascidos, idosos e pessoas com febre alta ou comorbidades procurem atendimento médico. Para os demais casos, o tratamento pode ser feito em casa, com repouso, hidratação e controle dos sintomas.

“Para influenza e Covid-19, há testes rápidos disponíveis, feitos com cotonete nasal. O ideal é realizá-los no terceiro ou quarto dia após o início dos sintomas”, explica a infectologista. “Além disso, existe o painel viral, que permite identificar outros vírus respiratórios”.

O uso de antivirais é indicado apenas para gestantes e grupos de risco. Já o antibiótico deve ser evitado, pois atua apenas contra bactérias, e não contra vírus.

A especialista reforça ainda os cuidados dentro de casa para evitar a transmissão:

– A pessoa contaminada deve usar máscara cirúrgica;

– Evitar contato com idosos, crianças e pessoas com comorbidades;

– Higienizar superfícies com frequência;

– Manter repouso e hidratação adequada.

“Essas medidas simples fazem toda a diferença para conter a disseminação dos vírus e garantir uma recuperação mais rápida”, conclui a Dra. Geovana Momo.