Além do amor

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Relação de Flavia com os pets é trilhada pelo companheirismo e respeito

Priscila Pegatin

É em meio a natureza, em um espaço livre e seguro para os animais que Flavia Dal Ben Machado vive e se dedica aos cuidados com os pets. Mas essa paixão é antiga.

Flavia recorda que desde a infância gostava e queria ter um animal. Só que a família morava em um apartamento, em Bauru. Um problema? Mais ou menos. “Como não podia ter um cachorro no apartamento, eu resgatava eles da rua, levava no subsolo da garagem do prédio, dava banho e doava”, relembra.

E foi assim até os 12 anos, quando a família se mudou para uma casa e Flavia pode então ganhar sua primeira melhor amiga pet, uma poodle, a Nina. “De lá para cá a quantidade de cães só foi aumentando”, brinca. “Já tive cinco de uma vez, agora estou com oito”, conta ela, que durante toda a entrevista estava acompanhada da Sofi, uma simpática golden retriever.



Por falar em Sofi. “Tenho muita afinidade com ela. Converso pelos olhos. Sei quando está bem, quando não está. Ás vezes saio e deixo ela aqui e ela faz birra, briga comigo”, conta.

Mas além dela, Flavia também apresenta o Ozzy, um pastor alemão albino (na foto), e a Mel, esta abandonada e resgatada por ela. “Já resgatei muito cachorro da rua. Por isso defendo a posse responsável dos animais. A pessoa tem que ter a consciência de que terá gasto com veterinário, ração, que os pets envelhecem e nos deixam. Só assim, com consciência, vamos diminuir o número de abandono”, diz.

E essa relação de amor é tão intensa que há cinco anos Flavia tem se dedicado profissionalmente aos pets. “Tive a oportunidade de ter uma hospedagem animal. Aqui cuido de cães e gatos de famílias que precisam viajar ou passar o final de semana fora. É triste deixar o cachorro em casa e colocar alguém para dar comida só uma vez ao dia. Pelo menos aqui eles ficam hospedados”, diz. “Tem cão que fica no seu espaço e outros que integro a rotina da casa”, conta.

Sobre a paixão pelos pets, Flávia diz ainda que compartilha com a filha, Luana, de 22 anos. “Tudo que não pude viver com animais quando era pequena fiz minha filha viver e ela também é apaixonada pelos pets”, se orgulha.

Para finalizar a entrevista, Flavia faz questão de dizer que é preciso, além de amar, respeitar cada animal. “Para mim é como se fosse um filho, mas já tive cães que faleceram, outros que tive que sacrificar. É difícil deixar o cachorro partir, mas se não tiver o que fazer é melhor. Aprendi a respeitar os animais e assim eles também me respeitam”, diz.