Artigo de agosto de Nelson Failace

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Que bom seria!

Gente, vou te contar: que bom seria! Seria ótimo se nossos políticos, principalmente deputados e senadores, revissem essas leis penais que eles mesmos aprovaram, sob o lema da liberdade! É isto mesmo. Leis penais que foram aprovadas para substituir o antigo Código Penal, baseadas nesse lema: liberdade!

É importante anotar que o “antigo e velho” Código Penal colocava infratores na cadeia, só isto. Agora, você pode perguntar: por que essa intenção de livrar infratores da cadeia? Meu amigo malicioso queria me convencer que era para livrar eles próprios, no que eu não posso acreditar! Seria a mais pura malandragem?



O STF (Supremo Tribunal Federal), a duras penas, aprovou o julgamento em 2ª instância, a partir do qual a prisão seria automática. Beleza, não? Porém, certos escritórios regiamente pagos insistem pela volta ao antigo sistema, o da liberalidade, que aceitava dezenas de recursos, desde os mais simples até os mais complicados, como por exemplo os “embargos dos embargos”, uma autêntica parafernália jurídica, invencionice das boas!

Ah como seria bom se nossos ministros do Supremo agissem de maneira adequada às suas altas posições. Em uma roda de amigos, queriam me convencer que existem ministros que levam a coisa a sério, no que eu acredito. Mas também garantiram que existem outros que não levam nada a sério, que defendem interesses outros que não o da própria Justiça! Será possível?

Seria pedir demais a essa gente que se acostumou a olhar simplesmente para os seus próprios interesses e que, em tempos de eleições, aí sim, são grandes defensores da democracia e de tudo o mais que país precisa?

Por que e para que tantas regalias? Cada hora inventam um auxílio novo e, dessa forma, além dos gordos salários, não precisam pagar mais nada, pois tudo está incluído nesses absurdos auxílios!

E para o povo eleitor: onde estão seus auxílios? Na saúde, claro que não; na educação, muito menos; no emprego? Pior ainda, e se falarmos de salários? É brincadeira senhores políticos. Agora estão aumentando o teto de pagamento aos funcionários públicos. Só que para quem trabalha, nenhuma palavra!

Que bom seria, não? Se essa gente, de uma hora para outra, mudasse o foco de seus desejos e ambições. Estamos perto de novas eleições, todas naquele esquema de urnas eletrônicas!

E nunca se viu tanto parente ou mais chegado aos políticos atuais, como candidatos. A intenção é que nada seja mudado, que continue tudo como está. O eleitor vai fugir de uns, mas vai encontrar parentes e chegados à política atual, e tudo ficará na mesma. Uma autêntica armadilha que, por sinal, rima com quadrilha!

Daí poderíamos copiar aquele jornalista repetindo uma frase conformista e histórica: “tudo como dantes no quartel de Abrantes”!

Nelson Faillace
Escritor, cronista, poeta e criador da Academia Literária Lençoense

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