Artigo de setembro de Matheus Galli Nacli

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Paróquia centenária

No ano de 2015, foi comemorado o centenário da paróquia Santo Antonio, em Macatuba. Antes de tudo, acho interessante definir o que é paróquia. A paróquia é uma subdivisão territorial de uma diocese, bispado, dentro da Igreja Católica Romana e outras. Diocese é a divisão territorial entregue à administração eclesiástica de um bispo, arcebispo ou patriarca. Já o termo “capela” significa “Templo católico que comporta, normalmente, só um altar, caracterizada pela sua modesta estrutura física, onde o padre exerce suas funções, normalmente de forma itinerante, estando subordinada e pertencendo a determinada paróquia”. Geralmente, nas capelas, não há culto diário ou dominical, ou existem apenas para festividades. O termo “igreja” significa “templo católico, normalmente, com qualidade de paróquia, onde o vigário e/ou pároco, exercendo sua autoridade religiosa, confirma e repassa as instruções episcopais aos religiosos ou fiéis que estão sob sua jurisdição eclesiástica”. Fonte: www.paraclitus.com.br.

Em 1915, Macatuba (Bocaiuva) era distrito de Lençóis Paulista e a capela pertencia à Igreja Nossa Senhora da Piedade. Antes de 1915, alguns macatubenses casavam na igreja matriz de Lençóis e outros na capela de Santo Antonio do Tanquinho (onde hoje é Macatuba). Em todo o caso, os registros de ambas ficavam em Lençóis.



Os padres da história de Macatuba foram: Salústio Rodrigues Machado, José Rodrigues de Coimbra, Annibal Grevina, André Aguirre, Manoel Fausto Soares Tenfuss, Antonio Joaquim Pereira, Joaquim Teofilo A. da Silva, Antonio Cordave, Geraldo Plácido Berders, Salvador Castellá, Quintilhano Rosas, Roberto Wanke, José Corsini, José Luis Peres Caballero, José Aparecido da Silva, Luis Alcione Grillo, Ernestino Mendes Bueno, José Roberto Rosa, João Camilo da Silveira, José Raimundo de Carvalho. O atual é Fernando Gusson Maróstica.

Macatuba foi fundada em 1900. A primeira igreja da cidade foi construída onde hoje é o coreto da praça Santo Antônio. Era uma igreja de madeira ao lado de dois coqueiros, onde as pessoas amarravam os animais que ganhavam em leilões. As obras da igreja atual se deram em maio de 1966. A comissão que permitiu isso era composta por Juliano Lorenzetti (presidente), Brasilio Artioli, Fernando Valezi, Dante Sétimo Artioli, Matheus Lista e José Augusto Zillo (vices), Olavo Brega (1º secretário), Odete Artioli (2ª secretária), Sérgio Silveira Correa (3º secretário), Francisco Tudiçaki (1º tesoureiro), Fernando Chiari Sobrinho (2º tesoureiro) e Oger Medola (3º tesoureiro). Em 1915, surge a capela de Santo Antônio e, no ano de 1921, foi construída a segunda igreja que se encontrava no mesmo local da atual, cujo sino de 37 quilos (ainda existente) foi levado até a torre no ombro de um antigo morador chamado Luiz Michelotti. A torre atual foi construída em 1971.

Além da matriz, existem as igrejas de Santa Rita (construída em 1983), Cristo Rei (de 1996), do Bonfim, da Jurema (chamada antes de “Santa Ana”), Sertãozinho, do Passa Dois, Brejão, Usina São José, Pouso Alegre, etc. 

Matheus Galli Nacli
Historiador e pós-graduando em Antropologia.

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