Artigo de julho de Clayton Pereira

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Telstar 18, já ouviu falar?

Em época de Copa do Mundo, não poderíamos ficar de fora e deixar de comentar sobre as inovações tecnológicas que passaram a fazer parte do maior evento esportivo da terra, não é mesmo? Várias ferramentas estão sendo utilizadas para minimizar o erro, deixando os resultados de uma forma mais justa, porém, essa decisão ainda é de certa forma interpretativa, pois a palavra final continua sendo do árbitro da partida.

Telstar 18 é o nome da bola fabricada pela Adidas e utilizada para a Copa do Mundo desse ano. Trata-se de uma homenagem a uma das conquistas mundiais mais importantes e memoráveis do futebol brasileiro: a Copa do Mundo de 1970. Naquela época, esse nome foi dado devido ao fato de a primeira transmissão a cores de uma Copa do Mundo. Telstar significa “Estrela da Televisão”. O estranho é que, agora que podemos assistir tudo colorido, eles fabricaram a bola em preto e branco, mas… não vem ao caso, rs.



A principal novidade que existe na Telstar não é a história que a envolve, mas sim a tecnologia que recebeu. Trata-se de um chip que funciona como um código de barras. Isso mesmo, exatamente como esse que você pensou e que é utilizado em embalagens de produtos que compramos. Ao passar pelo caixa, o leitor apita e reconhece o produto. Básico, não é mesmo? Ok, mas o que é feito com essa informação? Garanto que é muito mais que dizer se a bola passou ou não uma determinada linha, já que os leitores desse código de barra são estrategicamente (e/ou) matematicamente instalados nas extremidades.

Os jogadores de futebol já utilizam tecnologia parecida através de um colete, imaginando uma matriz quadrada. É possível a equipe de preparação técnica ter informações de quanto se locomoveu tal jogador, qual o caminho ele fez durante uma partida, quantos quilômetros percorreu, onde estava quando a equipe fez ou tomou um gol. Agora, aliado às informações de tempo e espaço proporcionadas pela Telstar 18, com certeza teremos muito mais evolução em breve.

A bola passou a ser monitorada em tempo real por meio do NFC (Near Field Communication) ou simplesmente, transmissão de dados por aproximação, fornecendo informações como: deslocamento, velocidade, posicionamento global, entre outras métricas. Essas informações podem ser verificadas através de um dispositivo móvel. A ideia é que a FIFA, órgão responsável pelo evento, não tenha essas informações, mas sim o consumidor e as equipes técnicas. Isso possibilitaria muito a realização de cálculos que fornecerão resultados precisos para utilização em táticas e estratégias das equipes. Para tal, precisaria apenas aproximar seu smartphone à bola, ou seja, precisaria ter sua própria bola ou estar na Rússia, rs. See you!

Clayton Pereira
Doutorando em Ciência da Computação pela Universidade Federal de São Carlos

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