Covidando em 2020

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Estamos a pouco mais de um mês do final de 2020, e aquele famoso balanço de cada ano já começa a pairar na mente e no coração de cada um. É claro que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) terá um capítulo todo a ela dedicado, principalmente porque tomou boa parte do nosso dia a dia – e ainda toma, visto que o tal vírus ainda circula entre nós e não há vacina alguma sendo aplicada. Mas o que mais aconteceu na sua vida?

Bem, a minha continua sendo abençoada, suada e prazerosa. É claro, como aconteceu com todos, precisei mudar meus hábitos pessoais e profissionais. Tive medo, primeiramente, do tal do vírus. O tempo passou e o medo passou a se tornar econômico. Mas aos poucos a tal balança começou a ficar equilibrada e eu percebi que a vida precisaria continuar. Como continuou e continuará.

Estou ansioso pela vacina (que, aliás, tomarei independentemente de vir da China, da Rússia ou até de Marte), mas não deixei de fazer as minhas coisas. Primeiro para manter a saúde mental. Segundo porque, realmente, não poderia deixar de fazer. E parece que não sou somente eu que adotou este perfil cauteloso, mas necessário. Prova concreta disso é que as eleições municipais ocorreram normalmente. Afinal, precisamos ter prefeitos e vereadores em 2021, não é mesmo?


Assim como vem ocorrendo em outros anos, a abstenção foi grande, mas os nossos representantes foram eleitos. E a pergunta que fica agora é: a que custo estas eleições ocorreram? Pergunta esta que me parece pertinente já que, “milagrosamente”, os números da Covid-19, que caíam aceleradamente, agora, voltaram a subir. Fala-se em segunda onda; fala-se em mais restrições às atividades não essenciais. Mas não há qualquer certeza neste sentido.

Não quero aqui impor um juízo de valor sobre os dados da Covid-19 divulgados pelas autoridades antes e após as eleições. Até porque, como eu disse anteriormente, a vida precisa seguir (com os cuidados necessários). Mas será que o vírus foi inteligenge o bastante para dar uma trégua antes da campanha eleitoral? Ou há mais alguma coisa em jogo? É de se pensar…

Voltando ao balanço de 2020, entre Covid-19 e eleições municipais, o fato é que, novamente, a população brasileira deve sofrer as consequências de decisões erradas de seus representantes. Agora é aguardar a tão sonhada vacina, que com certeza, é a única segurança que temos neste momento para vencer essa terrível batalha contra um inimigo invisível chamado Covid-19. Eu farei a minha parte, tomando os cuidados necessários e aderindo à vacina. E você?

Angelo Franchini Neto
Jornalista, especialista em Marketing Digital e em Estratégias Competitivas: Comunicação, Inovação e Liderança

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