De todo o coração

voluntário




Victor Marino é um daqueles voluntários que não medem esforços para ver o bem do próximo; em Macatuba, ele é quem coordena um projeto para dependentes químicos

Angelo Franchini Neto

“Fazer o bem sem olhar a quem”. Essa frase define bem quem é o jovem Victor Ferreira Marino, de 29 anos. Ele participa de vários projetos na cidade, com destaque para dois. O primeiro deles é em auxílio a dependentes químicos do município, realizado na praça Cristo Rei, em Macatuba.

Um ombro amigo

“Realizamos encontros nos quais levamos a palavra de Deus aos presentes e oferecemos um café da manhã. É uma maneira de acolhermos usuários de drogas e bebidas alcoólicas que buscam a recuperação”. Os encontros acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 8h. “Também temos parcerias com clínicas e casas de recuperação, estabelecendo uma ponte com esses dependentes”. No final de cada ano, como forma de agradecimento e incentivo, Victor e o grupo de voluntários realizam um almoço de confraternização em parceria com empresas da cidade.



Segundo o jovem, cerca de 15 dependentes participam com frequência dos encontros. “De nada adianta participar dos encontros, se internar e, depois de nove meses, voltar para o mundo das drogas. Sabemos como é difícil acabar com o vício, mas querer se recuperar é o primeiro passo. Recentemente presenciamos o caso de uma mãe que havia perdido a guarda do filho. Ela se tratou conosco e conseguiu novamente a guarda. E são esses exemplos que nos movem”.

Pelas crianças

Outro projeto que Victor participa diretamente é a Festa das Crianças, que acontece há 15 anos no dia 12 de outubro e reúne crianças das mais diversas idades e classes sociais. O Cart (Centro de Apoio e Recreação do Trabalhador) é o palco onde os pequenos se divertem e saboreiam diversas guloseimas, como cachorro-quente e refrigerante. “Participo há sete anos da arrecadação e também da realização desse evento, que é bastante tradicional em Macatuba”.

Um dom divino

Victor acredita que Deus deu a ele o dom de ajudar o próximo. “Eu me sinto bem fazendo o bem ao próximo. Faço o que posso, mesmo sem ter uma condição financeira favorável”. Para ele, ver o sorriso no rosto de um dependente químico em recuperação ou de uma criança comemorando o seu dia não tem preço. “Não tem dinheiro que pague isso”, finaliza o voluntário.