Descarte de pilhas

Helton




Dar o destino correto a elas é importante para o meio ambiente; conheça o programa “quando acaba a pilha”

Priscila Pegatin

As pilhas e baterias são pequenas fontes de energia que garantem parte da praticidade da vida moderna. Mas é na hora que elas descarregam que surge a dúvida sobre o descarte correto, afinal, colocá-las no lixo comum pode prejudicar e muito o meio ambiente.

“Pilhas e baterias são classificadas como resíduos perigosos por apresentarem metais pesados não biodegradáveis na composição, dentre eles o cádmio, lítio, chumbo e mercúrio”, explica Helton Damacena de Souza, educador ambiental e interlocutor do Programa Municipal Verde Azul em Lençóis Paulista. E é toda essa composição que gera a energia que também leva a contaminação do solo, da água e do ecossistema. “Além de ser prejudicial e cancerígena para a saúde humana”, completa Helton.



Da sua casa para o descarte

Na nossa região é fácil dar o destino certo a esse material. Nove municípios fazem parte do programa “quando acaba a pilha”, criado em 2007 pela escola particular Cooperelp junto ao poder público municipal e compartilhado para outras cidades. Entre as cidades que se preocupam com a logística reversa de pilhas e baterias estão Lençóis Paulista (onde o projeto começou) e Macatuba.

Nesses lugares é possível encontrar com facilidade urnas laranjadas, que simbolizam lixeiras de resíduos perigosos.

Só na Cidade do Livro são 90 pontos de coleta, entre eles escolas estaduais e particulares, supermercados e comércio em geral. “Neste ano aproximadamente 600 kg de pilhas e baterias já foram destinados ao programa regional ‘Quando Acaba a Pilha’”, acrescenta Helton, que reforça que a média anual varia entre 500 kg e uma tonelada.

No caminho legal

Ao depositar o material nas urnas laranjas, cada morador faz a sua parte na colaboração para com o meio ambiente. Assim, a partir dessas caixas, a responsabilidade do destino certo é da Green Eletron – gestora de logística reversa que encaminha a coleta para a indústria química.

“As prefeituras, de modo voluntário, apenas prestam apoio para que o programa funcione e atinja o objetivo principal que é a destinação correta”, completa Helton. “A missão é cooperar com a preservação do meio ambiente através do reprocessamento e da destinação final de resíduos industriais, pilhas, baterias, lixo tecnológico e materiais diversos para a produção de sais e óxidos metálicos”.

Por isso, ao ter pilhas e baterias descarregadas, leve-as as urnas laranjadas e faça a sua parte pelo meio ambiente.