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Grupo Mãos Dadas auxilia quem deseja adotar uma criança ou adolescente

Priscila Pegatin

Muitos casais desejam adotar, mas a maioria não sabe por onde começar. E é entre dúvidas e burocracia que alguns acabam desistindo da ideia.

Em Lençóis Paulista, o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção Mãos Dadas, mantido pela Associação Amorada desde 2016, ajuda pais que buscam formar ou aumentar a família. Entre os objetivos do grupo estão: promover conhecimento dos aspectos psicológicos, sociais e legais da adoção; preparar e fortalecer as futuras famílias; defender os direitos da criança; e diminuir o preconceito a respeito da adoção.



No mês em que se comemora o Dia Nacional da Adoção – 25 de maio – entenda como funciona esse projeto.

Quem pode participar do Mãos Dadas

Telma Gutierrez de Souza, coordenadora voluntária do grupo, explica que podem frequentar o grupo todas as pessoas habilitadas no Cadastro Nacional de Adoção, quem já adotou ou simplesmente aqueles que têm vontade de conhecer mais sobre o assunto.

“47 pessoas já passaram pelo Mãos Dadas. A frequência média é de 20 pessoas, sendo que mais da metade já estão habilitadas para a adoção. Em Lençóis Paulista temos 36 pessoas habilitadas”, diz a coordenadora.

A adoção

No país, o processo de adoção é único para todo o território nacional, regido e unificado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). De modo geral, pode adotar qualquer pessoa que seja maior de 18 anos, independente do estado civil. Entre as normas baseadas no ECA, a criança a ser adotada deve ter até 18 anos e ser pelo menos 16 anos mais nova do que o responsável da sua nova família.

Telma explica que após a habilitação da adoção o processo leva de seis meses a cinco anos. Essa diferença se dá pelo perfil da criança desejada.

Entre os brasileiros, grande parte dos candidatos a pais adotivos ainda manifesta a vontade de adotar bebês meninas e brancas. “O grupo Mãos Dadas amplia o perfil da criança por parte do pretendente, com objetivo de realizar as adoções necessárias, ou seja, a adoção de crianças e adolescentes negros, com mais idade, com deficiência e irmãos”, diz a coordenadora.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, no ano passado, 8,7 mil crianças e adolescentes em todo o país aguardavam uma família.

Quem quiser conhecer mais sobre o assunto pode participar do Grupo Mãos Dadas. As reuniões são realizadas todas as primeiras quartas-feiras do mês, às 19h30, na sede da Associação Amorada.