Isso vai passar!

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Nas últimas semanas, fiz parte de um grupo de meditação pelo WhatsApp. Foram 21 dias de atividades de autoconhecimento seguidas de meditação guiada. Sempre gostei do assunto e ele me caiu muito bem em tempos de pandemia. E foi durante esse período que conheci, pelo grupo, a lenda do anel do rei. Você já a leu?

Com várias versões, a lenda é basicamente assim: um rei, sempre cercado de muitos sábios, um dia amanheceu inquieto. Diante do seu comportamento um dos sábios resolveu perguntar o que estava acontecendo. O rei, por sua vez, explicou que às vezes se deixava dominar por uma tristeza e se sentia impotente diante das tarefas que tinha que fazer. Mas que também tinha dias que se sentia embriagado de tanto poder que tinha e não sabia como lidar com a situação. Diante do relato, ele falou que queria uma espécie de talismã que o ajudasse a encontrar paz, a tal paz interior.

Os sábios, apesar de ficarem surpresos com o desejo do rei, se dispuseram a ajudar o monarca. Ainda segundo a lenda, depois de longos meses pensando em uma solução, os sábios gravaram algumas palavras em um anel e o entregaram ao rei. A indicação era que o rei lê-se em voz alta a frase sempre que se sentisse triste ou deslumbrado de felicidade.

Apesar da aparência simples do anel, esse era o seu novo talismã. É chegado o dia que parecia que nada dava certo e não tinha uma solução aparente. Lembrando-se do talismã, encontrou a seguinte frase: isso vai passar! Ao entender que tudo é passageiro, o rei resolveu a situação sem se apegar a ela. Afinal, aquilo não o definia, era só mais um passo a seguir.


Trazendo a lenda para a nossa vida – que está longe de ser de reis e rainhas (risos) – a frase também nos faz total sentido. Sim, você já deve ter vivido uma situação difícil em que não via solução, mas aos poucos tudo foi se encaixando e a vida voltou ao normal. E hoje,

simplesmente se recorda do momento como um ensinamento. Assim como no outro oposto jádeve ter vivido algo tão incrível que deixa o coração feliz até hoje só de lembrar. Seja qual for o extremo, ele passou e se transformou em uma recordação, uma espécie de combustível para sempre seguir em frente.

Em meio a essa pandemia e sem uma data certa para o seu fim – que a gente espera que seja logo – , a lenda se encaixou como uma luva para mim e espero que possa ser um alento para você também. Viver com comércio parcialmente funcionando, com trabalho remoto e em muitos casos adaptados, ou até sem um emprego formal, isso sem falar da questão do isolamento social não tem sido fácil, mas esse momento não nos define, estamos apenas passando por ele. Não se esqueça disso e cuide-se!

Priscila Pegatin
Jornalista

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