Artigo de maio de Marcos Toledo

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Marta e Maria

Creio que, senão todos, pelo menos uma boa parte dos leitores conhece o caso em que a Bíblia relata sobre Marta e Maria: “Indo eles de caminho, entrou numa aldeia. E certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se disse: Senhor, não te importas de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.  Respondeu-lhe Jesus: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:41/42). Nesse caso, Jesus nos ensina duas lições diferentes e devem ser analisadas na ordem certa.

A primeira é a de trabalhar para o Senhor, e a segunda é a de ter um relacionamento com o Senhor. A primeira é importante, mas a segunda é muito mais. Enquanto Marta, ansiosa e preocupada em atender à visita de Jesus, Maria preferiu estar aos pés do Mestre aprendendo a se relacionar com Ele. A Bíblia é muito clara em dizer que as obras (o trabalho) não salvam, mas o relacionamento com Deus nos leva a salvação. Não trabalhamos para Deus para sermos salvos, trabalhamos para Ele porque somos salvos em Cristo Jesus, e, por isso, por gratidão, trabalhamos para Ele. O nosso trabalho é fruto de gratidão por tudo que Cristo fez por nós, inclusive nos dar a salvação. É possível realizar boas obras para Jesus sem ter um relacionamento salvífico com Ele. O Senhor advertiu que muitos cometerão o erro fatal de pensar que boas obras garantem salvação.



O verdadeiro trabalho para Deus nasce de um genuíno conhecimento dEle. Quando as pessoas realmente conhecem a Deus, as boas obras, necessariamente, as acompanham, pois quem ama o Senhor realiza a sua vontade. Assim, pelos frutos conhecemos as pessoas. Marta estava sobrecarregada com muito trabalho, ainda que estivesse ela trabalhando para servir o Mestre como hóspede em sua casa, mas Maria escolheu a boa parte, sentando-se aos seus pés para ouvir a sua palavra. Portanto, Maria tinha muito mais conhecimento no coração do que na cabeça.

Marcos Aparecido de Toledo

Advogado, empresário e teólogo