Não é só futebol

Futebol amador




Roberto é um dos nomes mais conhecidos do futebol amador em Lençóis Paulista; corintiano roxo, ele conta como se apaixonou pela bola

Angelo Franchini Neto

Uma paixão de infância e herdada do pai, que escolheu o nome do filho devido à admiração que tinha por dois ídolos do futebol brasileiro da época: Mané Garrincha e Roberto Rivelino. “Eu nasci em 1966 e, naquela época, esses dois jogadores estavam no auge de suas carreiras. Daí meu pai decidiu unir os dois nomes”, conta Manoel Roberto Ferreira, figura conhecida do futebol amador de Lençóis Paulista.

Como tudo começou

“Corintiano roxo” como ele mesmo se define, Roberto não era apenas torcedor, mas também jogava futebol. “O meu pai era quem fazia o campinho de futebol ali onde é hoje o Posto Avenida. Ele ia com uma carroça buscar as traves para colocar naquele pasto e logo a molecada do bairro se aglomerava”. O tempo passou e o Craque do Mês começou a se envolver ainda mais com o futebol. Seja de zagueiro, lateral ou volante, Roberto jogou no Calzinho e no time do Zimmermann, até que em 1985 começou a trabalhar na Zilor. Lá se envolveu com o futebol por 27 anos, tempo mais do que suficiente para deixar a sua marca registrada. Quando saiu da Zilor, treinou o Expressinho, o Atitude e, por último, o Palestra, onde desenvolveu um trabalho de destaque. “Foram cinco anos de muito aprendizado, sempre como técnico”.



Futebol é vida

Hoje, Roberto está à frente do Unidos do Júlio Ferrari, equipe campeã da série B em 2018 e que, nesse ano, ficou entre as quatro melhores equipes da série A. “É muito gostoso ameaçar os grandes do futebol amador de Lençóis Paulista”, garante Roberto. “O Unidos do Júlio Ferrari é um projeto que conta com três escolinhas de futebol, nas quais trabalhamos não somente o esporte, mas também o social. Somos uma família, que se reúne nos jogos para torcer e celebrar essa união”.

53 anos de muita disposição

Os filhos e netos estão no mesmo caminho de Roberto, que mesmo aos 53 anos não larga a bola de futebol. “Toda sexta-feira jogo no Espaço Lazer da Zilor. Também penso em voltar para o projeto máster do Cláudio Abade, que é realizado na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). Sem contar a prática de exercícios na academia, três vezes por semana. Tudo isso para manter saúde e o amor pelo futebol”, finaliza Roberto.