Por Flávia Placideli
Com uma trajetória marcada por disciplina, dedicação e paixão pelo cuidado ao paciente, Dr. Antonio Celso Barros Filho compartilha os bastidores da anestesiologia — uma especialidade essencial e, muitas vezes, pouco compreendida pelo grande público
Silencioso, preciso e quase invisível aos olhos do paciente, o anestesiologista é o profissional que garante que uma cirurgia ocorra com segurança e controle absoluto dos sinais vitais. E é justamente essa combinação entre ciência, raciocínio clínico e responsabilidade humana que motivou o Dr. Antonio Celso Barros Filho a seguir essa carreira.
“Minha motivação surgiu da profunda fascinação pela fisiologia e farmacologia, aliada ao desejo de ter um impacto direto e imediato na segurança e no bem-estar do paciente”, conta o médico, que atua na área há mais de uma década.
A trajetória de Dr. Celso começou com a graduação em medicina, concluída em 2005. Logo em seguida, ele serviu ao Exército Brasileiro na Amazônia por um ano. “Foi um período desafiador, que me ensinou a lidar com realidades distintas e desenvolver resiliência”.
Depois, mergulhou na residência médica em Anestesiologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). O aperfeiçoamento continuou com pós-graduações em Terapia Intensiva e Medicina da Dor no Hospital Sírio-Libanês, áreas que dialogam diretamente com a anestesiologia moderna.
Muitos imaginam que o trabalho do anestesista começa apenas no centro cirúrgico. Longe disso. “Nosso trabalho começa antes da cirurgia, com uma avaliação pré-anestésica. Durante o procedimento, somos os guardiões das funções vitais do paciente, e após a cirurgia, continuamos acompanhando para garantir uma recuperação segura”, explica.
Desde que começou na profissão, Dr. Celso testemunhou uma transformação na prática anestésica. “Hoje contamos com medicamentos mais seguros e tecnologia de monitoramento muito avançada. A introdução do ultrassom, por exemplo, revolucionou bloqueios regionais e acessos vasculares”, destaca.
Além disso, técnicas menos invasivas, como a cirurgia robótica, trazem novos desafios ao anestesista. “Essas cirurgias exigem posicionamentos complexos e maior controle ventilatório, demandando uma anestesia precisa e personalizada”.
Para o anestesiologista, o trabalho em equipe é a espinha dorsal da medicina perioperatória. “Nossa rotina exige integração total com cirurgiões, enfermeiros, técnicos. A segurança do paciente depende da sinergia de todos”, afirma.
Ciente de que a medicina é uma ciência em constante evolução, Dr. Celso investe regularmente em capacitação. Participa de congressos, workshops e cursos de simulação realística. “É nosso dever estar atualizados com as melhores práticas e novas tecnologias”.
Aos estudantes de medicina que pensam em seguir a anestesiologia, o conselho é direto: “Desenvolvam raciocínio clínico, comunicação e resiliência. E, principalmente, tenham paixão pelo cuidado ao paciente e humildade para continuar aprendendo todos os dias”.
