O contundente Jair Bolsonaro

Presidente




Foi na abertura da Assembléia da ONU que nosso presidente abriu os trabalhos, como é de praxe desde o ano de 1955. O Brasil foi o primeiro país a aderir à ONU e um dos seus fundadores. No governo Getúlio Vargas, o ministro das Relações Exteriores, o também gaúcho Osvaldo Aranha, teve grande influência na história daquela Organização, sendo indicado para presidir a primeira sessão especial e também a segunda sessão ordinária no mesmo ano. Na ocasião foi criado o Estado de Israel, com voto brasileiro. Em matéria de política exterior, estavam ambos muito bem afinados.

E o discurso de nosso presidente, como já era esperado, foi contundente, já que Bolsonaro continua não maneirando nas suas declarações. Acusou diretamente alguns países, fez a defesa incondicional de nossa Amazônia, criticando possíveis interessados na sua internacionalização. Tratou de nossos indígenas, criticando também um dos seus representantes que percorre vários países fazendo proselitismo, tudo visando beneficio próprio.



Bolsonaro é Bolsonaro, em qualquer situação. Mas tem que enfrentar um Congresso que não quer arredar pé de nenhuma de suas excelsas mordomias, que parecem ceder em alguns momentos, mas de repente surge com ideias mirabolantes, como a lei que tenta regulamentar o abuso de autoridade, ou melhor, que tenta colocar uma mordaça em todos os juízes ou procuradores que tentam, de uma forma ou de outra, porém dentro da lei, moralizar este nosso maltratado país.

Agora vai ter ainda que enfrentar mais uma estranha regulamentação, aquela que cria o novo Fundo Eleitoral, não somente com a função de bancar as despesas das campanhas eleitorais de nossos políticos, como vem embutida de outros penduricalhos, obrigando o cidadão a pagar multas de crimes eleitorais a até possíveis advogados dessas causas.

Enfrenta ainda o modo esperto de agir dos presidentes de nossa Câmara e Senado, que usam de todas as artimanhas para pressioná-lo, pautando matérias de interesse estritamente pessoal de nossos políticos e deixando outras de grande relevância nos escaninhos dessas casas de Leis.

Se fosse ele artista de nosso SBT, poderia apelar enfaticamente, clamando: “E agora, quem poderá me defender?” E então surgiria assim, do nada, o indômito e trapalhão herói chamado “Chapolin Colorado”, anunciando “Eu” e afirmando “Não contavam com a minha astúcia”!
Mas em se tratando de astúcia, não existe Chapolin em nenhuma parte que possa sobrepujar nossos mil vezes astuciosos legisladores!