Ovários Policísticos? E agora?!

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Olá pessoal! Tudo bem?

Estamos de volta com nossa coluna Gineco Sem Neuras, falando dos mais diversos assuntos sobre saúde da mulher. Mande sua pergunta para nós! Hoje é dia de um dos temas mais perguntados por aqui, e também no consultório. “Recebi o diagnóstico de SOP (Síndrome de Ovários Policísticos). O que fazer? Tem cura? Vou conseguir engravidar?”.

Esse é um diagnóstico muito comum e nem sempre correto. Vejo muitas adolescentes no início da vida reprodutiva (logo após a primeira menstruação, que chamamos de menarca) com alterações da menstruação, algo completamente esperado para o início dos ciclos menstruais, que acabam fazendo exames de ultrassom desnecessários e recebendo esse diagnóstico de forma precoce. Existem critérios bem definidos para se fazer esse diagnóstico. Converse com sua/sua ginecologista para esclarecer bem isso!



Se o diagnóstico estiver correto, sim, existe tratamento para melhorar a regularidade dos ciclos e os sintomas associados à síndrome (por exemplo: aumento de pelos corporais e faciais, pele oleosa, acne, tendência à obesidade, tendência a diabetes e pressão alta.), porém, infelizmente, não existe cura. Os tratamentos envolvem, principalmente, mudanças de estilo de vida, alimentação saudável, exercícios físicos, redução de estresse, sono adequado, não fumar. Além disso, também pode ser necessário o uso de medicamentos. Nem sempre será preciso usar anticoncepcionais! Outras medicações podem ser úteis, variando de acordo com cada caso.

Quanto a engravidar, de fato algumas mulheres portadoras de SOP poderão apresentar dificuldades, dependendo do ciclo menstrual, padrão de ovulações e outros aspectos hormonais relacionados. Mas a maioria delas consegue engravidar mesmo sem nenhum tratamento. Por isso, quem não quiser engravidar tem que se proteger, sim! Para quem quiser tentar, o ideal é começar tentando naturalmente mesmo, sem estresse, por pelo menos de seis meses a um ano (dependendo da idade e de outros fatores). Caso aconteça de não conseguir, aí sim vale a pena prosseguir investigações complementares e tratamentos que se mostrarem necessários para ajudar nesse processo. Lembrando que a ansiedade também prejudica muito, então, não se esqueçam de cuidar também da mente!

Espero ter ajudado a esclarecer algumas questões frequentes que recebo e aguardo mais perguntas. Até a próxima 🙂

Octávio Legramandi
Ginecologista e Obstetra graduado e especialista pela Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

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