Perda de peso rápida e seus riscos

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No Brasil, uma a cada cinco pessoas são obesas, o que torna-se mais preocupante agora, já que pessoas obesas estão no grupo de risco do novo coronavírus.

A obesidade reduz as ações anti-inflamatórias do organismo e, consequentemente, compromete a eficiência do sistema imunológico, deixando-o mais vulnerável ao vírus. Sem contar que a obesidade leva ao diabetes, hipotireoidismo e pressão alta, doenças que também estão associadas a esta vulnerabilidade.

Com isso, a busca pela perda de peso, controle dos índices glicêmicos e da pressão arterial aumentou consideravelmente, o que, infelizmente, aumentou também a busca por cirurgias, dietas restritivas, medicamentos e métodos radicais, indo na contramão da situação atual.
O ideal é que, ao corrigir a alimentação, possamos perder vários quilos de gordura, mantendo a massa muscular para então melhorar o metabolismo. Para isso, o correto é que, além dos cuidados com a alimentação, se pratique exercícios físicos.



Quando fazemos uma dieta restrita sem orientação, o corpo sofre com as consequências, e a saúde e a imunidade ficam em risco. Outro problema é combinar dietas extremas com o uso de medicamentos. A consequência é o desenvolvimento de mais problemas e mais doenças.

Outra complicação da perda de peso muito rápida é o efeito sanfona. A redução drástica de peso leva o nosso organismo a produzir hormônios que estimulam a fome, fazendo com que a pessoa compense o período de restrição alimentar com uma alimentação maior, até mesmo sem perceber, aumentando o peso rapidamente como consequência. Além do mais, dietas muito radicais raramente são seguidas por muito tempo, pois são muito difíceis de manter.

Problemas emocionais também são consequências de métodos radicais de emagrecimento. As pessoas inseridas neste contexto tendem a entrar em um ciclo vicioso tão prejudicial quanto o estado de obesidade. A obsessão, o medo e a pressa por resultados, muitas vezes influenciadas pelos milagres e ‘dicas’ da mídia, podem causar frustrações, crises de ansiedade e angústia.

Reeducação alimentar deve ser a primeira opção. Mesmo a perda de peso sendo mais lenta do que nas dietas radicais, a mudança de hábitos e a prática de exercícios geram benefícios no organismo como um todo, evitando o desenvolvimento de doenças, regulando a imunidade e prevenindo alterações, como diabetes, hipercolesterolemia e hipertensão. Saúde não deve ser colocada em risco!

Viviane Gomes Pinheiro Covre
Nutricionista clínica

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