Plantar agora para colher depois

Fast-foods, Isolamento




Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a relação interpessoal (aquela, olho no olho) se tornou raridade. Com razão, é claro, já que não podemos nos dar ao “luxo” de ficarmos expostos e corrermos o risco de contrair essa doença tão temida. “Ah, mas em muitos casos a Covid-19 é assintomática”. Ok, pode ser que em você, caro leitor, o novo coronavírus não se manifeste de maneira agressiva. Mas em seu amigo, seu irmão, seus pais, o estrago pode ser maior.

Em artigos anteriores, reforcei a minha opinião a respeito da situação que vivemos. Também lembrei que as fake news causam impacto na realidade e aterrorizam principalmente as pessoas menos instruídas, que não buscam informações em fontes confiáveis. Mas também deixei o meu posicionamento favorável ao isolamento social, para que possamos proteger as pessoas que estão nos grupos de risco. E esse isolamento social tem mudado a maneira com as pessoas se comunicam, se relacionam.



O WhatsApp, por exemplo, se tornou uma ferramenta ainda mais indispensável. O aplicativo foi criado lá atrás com o intuito de reduzir a distância entre as pessoas, o que em tempos de pandemia parece se tornar ainda mais difícil (e seria bem pior sem as redes sociais). E não é só o “zap zap” que vem conquistando mais espaço, não. Outros aplicativos, como o Zoom e o Microsoft Teams, voltados para reuniões profissionais, também começaram a ganhar o gosto da população em geral.

Conversar com um ente querido, com o patrão, com o companheiro de trabalho… Tudo é possível na tela do celular, com as pontas dos dedos, ou em áudio e vídeo mesmo. E até aqueles que resistiam às novas tecnologias se renderam, já que não nos restam muitas opções. Idosos também se tornaram mais “tecnológicos”, cientes de que esta é a melhor saída para matar a saudade e, consequentemente, vencer a pandemia.

A maneira como nos comunicamos muda diariamente, principalmente agora. E nós, como “mutantes”, devemos nos adaptar. É claro, não devemos esqueçamos e nem deixemos de lado aquela conversa interpessoal, caro leitor, pois nada substitui um abraço ou um beijo carinhoso. Mas neste momento, é melhor guardarmos este afeto para depois do que não o ter nunca mais. Por isso, neste momento de pandemia, vamos nos resguardar. São somente alguns meses de reclusão, que com certeza, vão trazer a todos nós a volta à normalidade.

Angelo Franchini Neto
Jornalista, especialista em Marketing Digital e em Estratégias Competitivas: Comunicação, Inovação e Liderança