Pratique uma comunicação não-violenta

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Você gosta de conversar? Já teve uma mensagem mal entendida ou ouviu algo que não gostou? É, se comunicar nem sempre é uma tarefa fácil.

Falas cheias de julgamentos, avaliações, estratégias e ordens são indigestas e podem ser a gota d’água em relações familiares, entre amigos e colegas de trabalho. Depois, haja jogo de cintura para se explicar e reverter a situação.

Diante desse cenário, você já parou para pensar no quanto é importante estar ciente de como conversa com as pessoas à sua volta? Se a mensagem que passa é clara e sem entrelinhas – aquelas famosas coisas que você gostaria de ter dito, mas não falou ou imagina que o outro vá perceber e passam despercebidas? Afinal, tais detalhes só aumentam o ruído e as chances de uma comunicação violenta.



Trago este assunto hoje porque terminei recentemente a leitura do livro “Comunicação não-violenta” de Marshall B. Rosenberg. A obra é considerada um best-seller, mas escolhi a leitura porque ela fala sobre uma metodologia de comunicação desenvolvida pelo autor, que é um psicólogo norte-americano, para aprimorar os relacionamentos interpessoais e diminuir a violência do mundo. Sim, nossas palavras podem ser violentas até mesmo com pessoas queridas.

Para quem gosta do tema – que vale muito a pena! – o livro tem dicas de comunicação e exemplos práticos de como podemos melhorar a forma de nos expressar e até mesmo de reformular o que ouvirmos das pessoas. Li sem pressa, mas com muito entusiasmo. Entre marcações que fiz sobre frases de destaque do autor, terminei o livro ainda mais preocupada com a forma com que me expresso.

Enquanto para algumas pessoas não há importância na disposição e uso das palavras, até mesmo com a justificativa de “cada um tem o seu jeitão mesmo”, eu me preocupo com o que posso fazer para ter um mundo menos violento e mais compreensivo, diria até educado. Afinal, não custa nada pedir “apague a luz quando sair, por favor!” ao invés de chegar e dizer “poxa, você deixou a luz acesa novamente, todo dia é isso”. Percebe como uma situação simples do cotidiano pode gerar um estresse desnecessário? E este é apenas um exemplo do que podemos melhorar.

Confesso que gostaria de falar mais sobre o assunto, mas chegamos ao fim deste espaço. Encerro com uma frase que destaquei no meu livro e pode ser o primeiro passo para uma comunicação não-violenta. “Desenvolver um vocabulário de sentimentos que nos permita nomear ou identificar de forma clara e específica nossas emoções nos conecta mais facilmente uns com os outros”.

Na comunicação, prefira ser a conexão e não o ruído.

Priscila Pegatin
Jornalista

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