Rock’n roll, baby

Música




A música, em especial o rock, correm nas veias de Gabriel Batistella; conheça como essa paixão despertou e cresceu em sua vida

Angelo Franchini Neto

Gabriel de Oliveira Batistella é um daqueles apaixonados pela música que colecionam histórias. Guitarrista da banda Pearl Jam Tributo, ele topou bater um papo com a Revista O Comércio para contar um pouco dessas histórias. “Meu pai sempre gostou de música. Ele arranhava um violão, mas bem pouco, e eu sempre no colo. Assim, naturalmente, a paixão pela música nasceu em mim”.

Com o passar dos anos, a vontade em tocar algum instrumento foi crescendo em Gabriel. “Fiz a primeira aula de violão aos oito anos de idade e gostei muito”. Um belo dia, o pai Mário foi na antiga Colegial, uma loja de livros em Lençóis Paulista, e comprou guitarra e um contrabaixo. “Ele ficou o contrabaixo e me deu a guitarra”. Pronto, Gabriel havia de vez entrado para o mundo da música. Mas, qual estilo seguir? “Com 15 anos, meu primo me apresentou alguns discos de rock, como AC/DC e Iron Maiden. Eu achei aquilo demais e disse para mim mesmo ‘é isso o que eu quero’”.



Ainda com 15 para 16 anos, formou a primeira banda com alguns amigos. “Tocamos no antigo bar Querequexé, que era uma espécie de templo do rock na região. Me lembro bem que precisei de um alvará do juiz, porque era muito novo para estar lá”, lembra, aos risos. Sobre a sensação de subir ao palco pela primeira vez, Gabriel garante: não teve medo algum. “Eu sou uma pessoa tímida e reservada, mas o palco nunca me meteu medo”.

A evolução musical era notória, até que, em 1993, um amigo de Pederneiras convidou Gabriel para um projeto ousado. Ele disse que estava montando o Pearl Jam cover com uma galera de Bauru e me convidou para fazer parte. Naquela época a banda era desconhecida, havia lançado apenas um disco, mas topei. Escutei com mais afinco a banda e destrinchei o primeiro disco, de cabo a rabo. Foi bem bacana”. O ápice da banda foi a apresentação no tradicional Festivalda, em 1994. “Era um dos grandes festivais de música do Brasil”.

Entre idas e vindas da banda, Gabriel nunca deixou de lado outra grande paixão: as pick-ups. “No começo, levei a banda e o trabalho como DJ juntos, mas no ano de 2000, decidi focar somente no segundo”. No entanto, o futuro reservava uma surpresa para ele. “Em 2005, comemoramos dez anos de banda na Four após um bom período sem tocar. No meio do show, a voz do Rodrigo (vocalista) acabou e ele quase desmaiou. Foi um caos”. Mesmo assim a banda voltou à ativa em 2014, com alguns poucos shows. “Um dos integrantes morava em Guarapari (ES) e vinha para cá uma vez ou outra, por isso era difícil manter uma agenda”.

Algumas reposições foram necessárias e o Pearl Jam Tributo se reestruturou. Hoje, apenas Gabriel e Rodrigo se mantém da formação original. Além deles, a banda tem ainda Beto na bateria e Guilherme no baixo. “Fazemos em torno de um a dois shows por mês, em toda a região. Temos um público bastante fiel e isso é bem legal”, completa e finaliza.