A saúde do idoso

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Médico geriatra, Henrique revela quais são as doenças mais comuns em idosos, os seus sintomas e tratamentos

Angelo Franchini Neto

Com saúde não se brinca, ainda mais quando a idade já está mais avançada. E quando se fala em manter a saúde em dia, a prevenção é o melhor remédio. A Revista O Comércio entrevistou o médico geriatra Henrique Orsi Medola, que enumerou as doenças mais comuns em idosos, seus sintomas e tratamentos.



Alzheimer

Fatores de risco – Genética, pressão arterial, diabetes, tabagismo.
Sintomas – No caso do Alzheimer, o principal sintoma está relacionado à cognição. “Não estamos falando apenas de esquecimento, mas também da dificuldade de aprendizagem”, lembra Henrique. O simples fato de o idoso esquecer a data de aniversário do filho, por exemplo, não necessariamente um indicador de Alzheimer. A constância desses esquecimentos é que deve ser levada em consideração.
Tratamento – O Alzheimer não tem cura e é neurodegenerativo, ou seja, acomete principalmente o cérebro. Casos mais avançados são mais difíceis de serem tratados, por isso é importante sempre estar em contato com um médico geriatra. “Existem medicações que ajudam no controle da doença e também a parte não medicamentosa, como a prática de exercícios físicos e ter boa alimentação”.
Vale a pena destacar que cada paciente tem a sua individualidade e responde de uma maneira ao tratamento.

Parkinson

Fatores de risco – Genética, escolaridade, pressão arterial, diabetes, tabagismo.
Sintomas – Instabilidade postural, tremores, rigidez, pré-disposição a quedas e pouco reflexo são os principais sintomas do Parkinson. O esquecimento também é um fator determinante para o diagnóstico. “Existem algumas particularidades do paciente com Parkinson, como por exemplo, quadro depressivo de longa data e alguns medicamentos que podem ocasionar o parkinsonismo – quadro próximo ao Parkinson”, pontua Henrique.
Tratamento – Assim como o Alzheimer, o Parkinson também não tem cura e é neurodegenerativo. O tratamento é focado na prática frequente de exercícios físicos, alimentação saudável e, claro, nos medicamentos.

Osteoporose

Fatores de risco – Genética, tabagismo, idade avançada e dieta pobre em cálcio.
Sintomas – A osteoporose nada mais é do que o osso fragilizado, aerado e mais suscetível a
fraturas. “Infelizmente essa doença é pobre em sintomas. Caso o idoso sofra uma queda e frature um osso que normalmente não fraturaria, provavelmente estamos falando da osteoporose. A pré-disposição também pode ser um ‘start’ para procurar um médico e investigar mais a fundo”.
Prevenção e tratamento – Dieta rica em cálcio, prática de exercícios físicos e consequente
melhora na qualidade de vida. “A simples fratura de um osso pode ocasionar uma cirurgia, a internação e outros problemas de saúde, como infecções e pneumonias. Por isso é importante
controlar essa doença desde o seu início”, completa Henrique. Lembrando que, para quem tem a doença instalada, existe medicação para tal.