Transtorno do Jogo: Sinal de alerta em saúde mental

Vivemos em uma época em que estar conectado virou algo corriqueiro e a tecnologia se tornou parte de nosso dia a dia. A praticidade, agilidade e facilidade que o celular proporciona é inquestionável. A tecnologia não somente facilita nossa vida, mas também ocupa cada vez mais espaços, inclusive o de diversão. Porém, cresce no Brasil os relatos de pessoas que perderam o controle em games de aposta, indicando um sinal de alerta em saúde mental.

O que muitos não sabem é que podemos ficar dependentes não somente de substâncias químicas, como álcool e outras drogas, mas também de jogos, incluindo os de apostas.  O jogo é uma atividade estimulante do sistema nervoso central, gera prazer e excitação, e sua prática constante pode levar algumas pessoas á uma perda de controle, ou seja, uma dependência.

O vício em apostas é classificado como uma doença chamada “transtorno de jogo” e, suas consequências negativas podem ser dramáticas, dentre elas podemos observar: endividamento, brigas familiares, desemprego, depressão, ansiedade e até tentativa de suicídio em alguns casos mais graves.

Os primeiros sinais de que a pessoa pode estar tendo um problema com jogos é a perda de controle, que se revela no gasto de muito tempo e dinheiro (muito acima do que se pretendia gastar) e a “fissura”, caracterizada por um intenso desejo em jogar. Não é incomum perder grandes quantidades de dinheiro e se afundar em dívidas. Com o tempo vem a necessidade de aumentar as apostas para obter a mesma emoção do inicio, bem como, para recuperar o dinheiro perdido em apostas anteriores.

Assim como qualquer outra dependência, o vício em jogos precisa de tratamento especializado e não de criticas e julgamentos. Os jogadores muitas vezes demoram para procurar ajuda em função do medo e vergonha, o que somente agrava a doença e aumenta o sofrimento. Algumas populações parecem estar sob risco maior de desenvolver o transtorno, são elas: homens (e especial adolescentes) e mulheres que começam a jogar depois dos 40 anos de idade.  Se você se identifica com o transtorno, ou conhece alguém que possa estar sofrendo, procure ajuda especializada de um psicólogo ou psiquiatra.