Uma grande parceria

Arthur




Arthur já teve três cachorros, mas hoje se diverte com Bil, uma calopsita que chegou para animar ainda mais a casa

Angelo Franchini Neto

A inocência de uma criança, muitas vezes, pode ser confundida com a não compreensão sobre alguns temas importantes, como é o caso do respeito aos animais. No entanto, os pequenos cada vez mais mostram que estão atentos a tudo o que acontece no mundo. E esse é o caso de Arthur Mello Giroldo, 11 anos, que exala muita positividade e amor pelos bichinhos.

Arthur conta que teve três cachorros, dois deles o mesmo nome: Udi (o outro se chamava Solano). Até que, no ano passado, a sua preferência mudou. “Um dia fui para Bauru com a minha avó e minha mãe, e vi várias calopsitas. Era muito divertido e comecei a pensar em ter uma”. O bom comportamento de Arthur fez com que a mãe, Taisa, decidisse fazer uma surpresa ao filho. “Eu estava na escola e, quando voltei para casa, minha mãe me mostrou a calopsita que havia comprado. Foi uma surpresa muito grande, eu fiquei bastante feliz e logo dei um nome à ela: Bil”.



Não demorou muito para Bil cair nas graças da família. “Eu e minha mãe começamos a ver alguns vídeos de como brincar com calopsitas e descobrimos que elas adoram folhas e sacolas sem tinta, palitos de dente, entre outras coisas”. Além dos vídeos, Arthur também pegou, com um colega de escola, algumas dicas de como cuidar do bichinho. “Ele me ensinou que a calopsita não pode ficar no chão, pois ela se acostuma tanto que nunca mais vai querer subir em outros lugares. E isso é um perigo, porque alguém pode pisar sem querer. Também aprendi que quando está tudo bem, a calopsita levanta o topete. Já quanto está assustada, o topete abaixa”.

O cardápio de Bil durante o dia é bem variado e vai desde girassol, passando por frutas, legumes, verduras, ração e chegando a uma papinha. “Quem alimenta ela é a minha mãe, porque eu não consigo. A papinha, por exemplo, me deixa enjoado. Eu queria ajudar mais, mas devagar pego o jeito”. E apesar de já ter “batizado” o seu melhor amigo, Arthur confessa: ainda não sabe, ao certo, qual é o sexo da calopsita. “É difícil de saber, mas tem uma estratégia. Quando ela sabe cantar, é homem. Por enquanto não conseguimos ensinar ele (ou ela), talvez porque seja jovem. Vamos ver mais para frente se vamos precisar mudar de nome”, brinca e finaliza Arthur.