Vacina exige união de esforços

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Anvisa e Fiocruz se unem para encontrar soluções para uma vacina contra a Covid-19 o mais breve possível

Flávia Placideli

Até o ano passado, em meados de setembro, já era tempo de pensar nas viagens de fim de ano, festas de Natal e Ano Novo, entre outras comemorações. Porém, em 2020 tudo mudou. Ninguém sabe de mais nada, só o que se sabe é que a esperança do brasileiro e do mundo todo é uma só: a existência de uma vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) o mais breve possível.

E, para isso, pesquisadores não têm medido esforços. No último dia 26, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) definiram como será a produção da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford. O encontro dos principais dirigentes das duas instituições ocorreu de modo virtual, no dia 19 de agosto, mas só foi tornado público na última quarta-feira.



De acordo com a assessoria da Fiocruz, Bio-Manguinhos realizará as etapas de formulação, envase e rotulagem da vacina utilizando as instalações do CPFI (Centro de Processamento Final) e do Pavilhão Rockfeller, destinado à fabricação de vacinas virais e que tem certificação de boas práticas de fabricação (CBPF) e pré-qualificação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Já a produção do insumo farmacêutico ativo (IFA) será realizada no Centro Henrique Pena.

A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima, destacou que o momento requer a união de esforços e expertises para se encontrar soluções no mais breve tempo possível. Para o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, o encontro revelou o empenho e a aproximação entre as duas instituições para o desenvolvimento da vacina.

Já, segundo o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, esse alinhamento é fundamental para que o registro possa acontecer o mais rapidamente possível, a partir da obtenção de resultados satisfatórios nos estudos clínicos, que no Brasil estão sendo conduzidos pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com a Universidade de Oxford.

Outra boa notícia anunciada também no dia 26 pelo governador de São Paulo, João Doria, foi sobre a vacina chinesa contra o novo coronavírus, a ‘CoronaVac’, que poderá estar disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de dezembro, dependendo apenas dos resultados positivos da terceira fase de testes e de aprovação pela Anvisa.

No entanto, segundo informação publicadas pela Agência Brasil, nem toda a população brasileira poderia ser vacinada em dezembro já que a produção ainda seria insuficiente. A expectativa é que inicialmente sejam disponibilizadas 45 milhões de doses, enviadas pela China.

Enquanto isso, é torcer para que, produzida no Brasil ou trazida da China, a vacina contra o novo coronavírus esteja no país o quanto antes e imunize todos os brasileiros.