Pode parecer algo simples, entretanto, muitas pessoas tem dificuldades em entrar em contato e compreender seus sentimentos e emoções. Todos nós, invariavelmente, sentimos medo no decorrer de nossa vida. No entanto, a partir de que momento um medo deixa de ser uma emoção normal e se transforma em uma doença?
O medo é considerado uma das emoções universais – as outras emoções são: a alegria, a tristeza, o nojo, a surpresa, a raiva e o desprezo.
Uma forma simples de entender como o medo funciona em nossa vida é fazendo a comparação com um sistema de alarme. Imagine o alarme de uma casa, ele não deve disparar se não houver uma tentativa de invasão. Bem regulado, ele tem uma função simples que é a de somente nos chamar a atenção para um problema. O medo “normal” é um alarme que ajuda a nos preservarmos de situações que possam colocar nossa vida e integridade física em perigo. O medo normal se desfaz rápida e facilmente quando o perigo passa, ou quando percebemos que não se tratava de algo que nos colocaria em perigo.
No entanto, o medo também pode se transformar em uma doença, ou como é comumente conhecido, numa fobia. Um medo anormal é comparado a um alarme desregulado, tanto para ativar-se quanto para desativar-se. Todos sabemos os sofrimentos e prejuízos que um alarme “desregulado” pode ocasionar em nossa vida. Para melhor compreensão, vamos citar alguns sinais de que o medo deixou de ser apenas uma emoção normal e se transformou em uma doença: Um medo muito intenso está associado a um aumento importante da ansiedade podendo chegar até ao ataque de pânico; esse medo é sentido pela pessoa de forma incontrolável; a pessoa evita ou foge constantemente do confronto com objetos ou situações que são geradoras de medo, e quando esse confronto acontece, o sofrimento é extremo; muitas vezes o medo “doença” está associados á situações que não são perigosas; mesmo após se confrontar com as situações, o medo não diminui.
Os medos mais citados pelas pessoas numa pesquisa realizada com uma população de 8.098 pessoas adultas revela os seguintes medos: vazio e altura; voo de avião, lugares fechados (claustrofobia), ficar sozinho, tempestades (trovões e relâmpagos), animais, sangue e água.
É fato que as vivências e experiências emocionais pelas quais passamos invariavelmente podem deixar suas marcas sobre nós. Muitas pessoas, por vergonha ou desconhecimento, aprendem a conviver com o medo e, na maioria das vezes, pagam um alto preço por não buscar ajuda. Caso perceba que seus medos estejam causando sofrimentos e prejuízos em sua vida, procure tratamento imediatamente.
