Medo e Fobia: Você sabe a diferença?

Com o avanço da tecnologia somos expostos a uma quantidade excessiva de informações que, muitas vezes, não são confiáveis e podem induzir a erros e atrasar tratamentos. Quando o assunto é saúde mental não é diferente. Alguns temas fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, dentre eles, o medo e a fobia, no entanto, você saberia dizer em que momento seu medo se transformou efetivamente em um problema?

Medos e fobias são conceitos relacionados, mas distintos, que afetam a vida de muitas pessoas e de formas diferentes. Sentir medo é completamente normal, ele é considerado uma emoção básica e tem uma função adaptativa, ou seja, de proteção frente aos perigos. O medo normal é como um alarme que dispara sempre diante de uma situação. Não podemos controlar a chegada dessa emoção, que sempre se fará presente em situações onde podemos estar em risco. Por exemplo: se estamos á beira de um abismo sua intensidade será maior do que se estivermos mais distante. Ou seja, essa emoção tem a função de nos proteger de perigos e teve uma grande importância em nossa história evolutiva.

Fobias, por outro lado, são medos intensos, que são sentidos de forma incontrolável, mesmo sem representar qualquer perigo. As pessoas fóbicas sempre são invadidas por grande ansiedade podendo chegar ao pânico incontrolável. É interessante salientar que, muitas vezes, a fobia está relacionada á situações não perigosas, no entanto, podem ser causadoras de sofrimento emocional severo. O surgimento de uma fobia pode estar relacionado á interação de fatores emocionais, comportamentais e genéticos. As fobias são consideradas as “doenças do medo” e uma vez manifestada e não tratada, podem se tornar crônicas. Conforme informações do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5), pessoas com fobia específica tem até 60 % mais probabilidade de cometer o suicídio do que pessoas sem o diagnóstico.

Uma infinidade de fobias já foram catalogadas, no entanto, podemos citar algumas das mais comuns, tais como: claustrofobia, que consiste no pânico de estar em lugares fechados ou situações em que o espaço seja limitado (elevadores, cômodos pequenos, etc); acrofobia, medo irracional de altura; agorafobia, medo de lugares abertos devido aos pensamentos de que pode ser difícil escapar; fobia de sangue e ferimentos, etc

Uma pessoa fóbica pode se sentir paralisada e incapaz de enfrentar determinada situação, bem como, ser invadida por sensação de pânico e morte iminente. Ela passa a ter dificuldades para controlar seus pensamentos que são invadidos por conteúdos pessimistas, negativos e catastróficos. As fobias são doenças que pedem tratamento especializado de um psicólogo e um psiquiatra, tendo em vista que alguns casos mais graves necessitam de medicação. Cuide-se!