Explicando o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

Suicídio

Ao longo dos últimos anos, muito se tem publicado e estudado a respeito do TEA, ou transtorno do espectro do autismo. No entanto, ainda há muitas dúvidas e falta de informação em uma grande parcela da população que, na maioria das vezes, pode atrasar seu diagnóstico, bem como, o tratamento adequado dessa condição.

A palavra “autismo” deriva do grego “autós” (si mesmo) e se refere a um conjunto de alterações do desenvolvimento do cérebro que envolve o comprometimento das habilidades sociais, na comunicação e nos comportamentos. As manifestações e a intensidade do autismo podem variar, ou seja, nem todas as pessoas diagnosticadas se apresentam da mesma forma, por isso é chamado de “espectro”.

Agora, vamos entender de forma mais aprofundada os três grandes comprometimentos do autismo.  Em relação aos déficits na comunicação social e na interação social, podemos observar que pessoas com autismo geralmente preferem ficar sozinhas, muitas vezes evitam o contato visual e podem apresentar dificuldades compartilhar ideias e emoções.

Pessoas com autismo encontram dificuldades para coordenar a comunicação não verbal com a fala e podem passar a impressão de uma linguagem corporal rígida ou “estranha”.  Muitas vezes repetem palavras proferidas pelos outros (ecolalia). Sua linguagem pode ser fluente, mas com um ritmo e tom incomuns.

Quanto ao comportamento, podem ser muito resistentes á mudança, por exemplo: novas comidas, roupas, lugares, até mesmo texturas, podem ser experiências desafiadoras. Muitas vezes, fazem movimentos repetitivos (balançar as mãos, bater palmas, girar objetos, etc). Esses comportamentos são chamados pelos especialistas de estereotipias motoras.

Hoje, sabe-se que a causa é multifatorial e ainda existem vários desafios, principalmente na busca por tratamentos mais eficazes, no entanto, é sempre bom lembrar que as crianças autistas nascem com o transtorno, não é causado por falta de afeto, sendo que os pais não tem nenhuma responsabilidade. O autismo NÃO passa com a idade: é uma condição que envolve um funcionamento cerebral “neurodiverso” que dura toda a vida.

Os sintomas costumam ser reconhecidos durante o segundo ano de vida (12 a 24 meses), embora já possam ser vistos antes dos 12 meses de idade.

A identificação precoce dos sinais permite intervenções também precoces e melhores resultados no decorrer da vida.

Para ajudar uma criança autista é necessário muito amor e paciência, mas só isso não basta: é fundamental o trabalho em equipe.